No Reino das Fadas, o Arco Íris passeia por entre as gotas de cristal que fazem crescer as flores.
Solta-se o perfume da terra e as sementes germinam impregnadas de vida.
O vento adormece as estrelas, embala as ondas do mar e faz dançar as searas.

Há gnomos verdes na sombra dos bosques e peixes de prata no espelho transparente dos ribeiros.
A harmonia envolve todos os Seres num mágico e profundo sentimento e o tempo passa tão lentamente que parece nem existir…

O Reino das Fadas era a beleza natural.
A essência de todas as coisas visíveis e invisíveis.

No Universo adormecido, brilhava uma chama de vida que iluminava o infinito.

Um dia o Ser Supremo partiu.
Viu estrelas cintilantes e as figuras que desenhavam no céu.
Estudou o movimento cósmico e traçou mapas de estrelas.
Percorreu o infinito e regressou.
Reuniu todos os Seres e contou-lhes o que encontrara.

Um deserto inanimado de rochas estéreis e mundos perdidos num sono vazio.

Decidiram partilhar o verde dos campos, a brisa da manhã, o doce perfume das flores, levando o sopro da vida a cada recanto do Universo.

Entre cânticos e danças evocaram a Magia e reuniram todo o seu saber.
Bateram levemente as asas, alcançaram as estrelas e mergulharam na noite celeste rumo à galáxia distante onde iriam iniciar o 1º ciclo de existência.

Primeiro, visitaram Marte e Vénus, depois partiram para a Terra, um planeta ainda em formação.
Da lava incandescente viram emergir os sete grandes promontórios.
O Norte, arrefecia e tomava a forma de uma ilha branca.

 

(Continuação no próximo post)

Inês Soares
in Terra Encantada

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