Passam miúdos de bicicleta, e mulheres com sacos de compras, de bicicleta.
Há gente a passear os cães. E uma equipa de canoagem em treino.
Ao fim da tarde, quando os reflexos dourados são mais belos.
Olhar a paisagem é uma espécie de meditação.
Quem nunca viveu para lá dos montes onde as florestas densas se fecham e o horizonte é tão distante de tudo – do mar – talvez não possa entender.
Um dia vou ter um barco azul onde as gaivotas venham pousar.
O meu nome pintado na proa: Inezita de la Vega.

 

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