Na noite de de sexta feira, 15 de Junho, o Nucleo de Intervenção Cultural de Esposende (NICE) presenteou-nos com um concerto indie de grande qualidade, integrado nas Atlantic Sessions.
Foi impossível não dançar ao ritmo electro-pop-psicadelico de Iguana Garcia.
É rock? É vintage? É música de discoteca?
Iguana Garcia levou-nos numa viagem conceptual e subjectiva, através do seu álbum de estreia a solo como one-man-band , Cabaret Aleatório.
Com fortes influencias indie rock, apercebemo-nos de todo um laboratório digital, em que a guitarra é o fio condutor para um trabalho criativo e original que se traduz na exploração musical de novos ritmos e ideias. Uma fusão de estilos. Uma saída da zona de conforto, à qual não apetece regressar.
“Aquilo que me fez dar o salto a nível de composição foi o começar a trabalhar a nível digital, de softwear, e a experimentar. Até lá o meu registo era parecido a registos musicais estrangeiros rock e indie rock normais, porque eu ouvia Artic Monkeys, The Strokes e Queens of the Stone Age e tocava guitarra como eles. Eu não ouvia muito música digital ou electrónica, mas ao fazer música com o computador e experimentar as tecnologias, abriu-se um horizonte.”Iguana Garcia, vai continuar na estrada, a criar música e a fazer-nos viajar.

 

 

ENTREVISTA

 

CW – Podes falar-nos um pouco sobre este novo projecto, o teu álbum de estreia a solo?

IG – Iguana Garcia é só a minha tentativa de ser músico, dar concertos, e andar por Portugal, é um projecto em que estou a fazer tudo sozinho e que faz todo o sentido para mim neste momento. É um electro-pop-psicadélico. Passa pelo indie que eu sempre ouvi, passa pelo electrónico que eu nunca ouvi muito mas vou experimentando, vai passando de um para o outro facilmente.

CW – O teu processo criativo, como é que funciona?

IG – O meu processo criativo é um pouco conceptual, eu agarro-me a um conceito e vou pensando, vou aprofundando, percebendo como é ele se fortalece, o que é que eu acrescento ou o que eu elimino.

CW – O nome deste álbum tem uma historia…

IG – Numa viagem a Marselha, fui a uma discoteca que se chama Cabaret Aleatoire e é uma espécie de Lux de Lisboa. Como a sonoridade do álbum estava a aproximar-se de uma sonoridade disco e dança, (apesar de não viver nesses cânones estava lá próxima) eu pensei neste álbum todo como uma viagem e foi por ai  que criei o conceito. Depois foi só traduzir o nome. O nome da discoteca era tão apropriado que não resisti a não o fazer.

 

 

Cabaret Aleatório foi lançado em Setembro de 2017. Um álbum para descobrir…

 

 

Texto: Inês Soares
Foto: João Carvalho
(Publicado em Esposende Semanário, 06/18)

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