Lançamento do livro Garimpeiros de Volfrâmio de Jorge Faria

Na noite de sábado, 2 de Junho, teve lugar no Auditório Municipal de Esposende, o lançamento do livro Garimpeiros de Volfrâmio, da autoria de Jorge Faria. O Professor/ escritor de Palmeira de Faro contou com casa cheia para a apresentação do seu terceiro romance.
Nas palavras do autor, “o livro trata da exploração, comercialização, transacção e manuseamento do volfrâmio, e de histórias amorosas e “desamorosas” relacionadas com isso”, sendo os Garimpeiros de Volfrâmio “todo o povo que vivia à volta das minas e dos chãos que bordejavam o Monte de Faro e o lugar de Bouro”.
Família, amigos e personalidades ligadas à cultura, não deixaram de marcar presença para assistir a um evento onde não faltaram apontamentos históricos e etnográficos que despertaram o interesse e aumentaram a curiosidade pela leitura da obra.
Com apresentação de Mário Fernandes (Presidente da Junta de Freguesia de Palmeira de Faro e Curvos), contou ainda com as intervenções da Vereadora da Educação Angélica Cruz e dos investigadores/ historiadores Albino Penteado Neiva e José Felgueiras. Os momentos musicais foram da responsabilidade de Álvaro Maio, que interpretou à viola algumas canções do seu repertorio.
Garimpeiros de Volfrâmio, retrata o contexto histórico, psicológico e social da população de Esposende durante o período da “febre do volfrâmio” entre 1939-45, as convulsões sociais que se fizeram sentir, e as suas consequências tão inesperadas quanto avassaladoras no quotidiano das pessoas.
Mais do que um romance histórico, Garimpeiros de Volfrâmio é um romance social.
As personagens, que quase poderiam considerar-se arquétipos universais, revelam-se ao mesmo tempo tão próximas e familiares que irão certamente transportar o leitor a um universo intimista e particular, para além de todos os factos verídicos documentados.
Jorge Faria assume e enaltece a forma como a identidade cultural e a vivência em Esposende influenciam e inspiram a sua escrita: “Os usos e costumes, o linguajar, a comida, a forma como as pessoas falavam, como se vestiam, tudo isso me inspira. Os meus livros são muito etnográficos. O viver e sentir de um povo”.
Garimpeiros de Volfrâmio, em Esposende, há muitos anos atrás.

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