Miguel Vieira – Saudade. Tradição e design. Elegância e sensualidade, numa viagem poética entre o passado e o presente.
Uma colecção bonita e elegante, onde o preto e branco foram uma constante.
Muito bem conseguidos os modelos masculinos, tendo por base o fato clássico, coordenado com botas e cachecóis em pêlo.
Silhuetas femininas estruturadas, vestidos e trench coats, leggings, cabedal e peles.
Chapéus, boinas, óculos escuros.

 

Aforest-Design de Sara Lamúrias, e o projecto conceptual “I am a strange loop”, apresentado em exposição no MUDE (Museu do Design e da Moda).
Sara Lamurias propôs-se desenvolver peças de vestuário complexas na sua concepção, mas claras na sua visualização, traduzindo desta forma o seu processo criativo.
Algodão e lã em felpas, fazendas e jerseys em tons neutros.

 

Depois da Cibeles de Madrid, é agora a ModaLisboa a receber Ricardo Andrez, em estreia no Espaço LAB.
O “new comer” do momento apresenta  uma auto-representação do seu percurso.
O vermelho vivo, realça tons neutros como branco, bege e castanho, em peças decoradas com berlindes esculpidos.

 

Aleksandar Protic apresenta uma colecção muito cool, em tons que encontrou no deserto de New Mexico (ouro e carvão) , inspirado pela artista Georgia O´Keeffe.
Fechos zipper e volumes.  Tecidos torcidos em formas inesperadas. Cabedal.
Calças justas e leggings, casacos e vestidos são algumas peças-chave que pudemos encontrar em mais uma colecção cheia de estilo.

 

Salsa – A mais internacional marca de jeanswear de Portugal, traduz o espirito jovem e dinâmico de toda uma geração, e imprime “atitude”na passerelle da ModaLisboa.
Denim, preto, azul e cinza combinam-se com malhas, cabedal e acolchoados, gorros, luvas e cachecóis, para um Inverno urbano e casual, em grande estilo.

 

Tout va bien” – É o que nos diz Pedro Pedro.
Black power e minimalismo, numa colecção urbana e feminina que evoca a nostalgia do primeiro amor e o estilo colegial, irreverente e sexy (de uma professora imaginária…)
Canela, mostarda, chocolate e cobre, conjugam-se com cinzas e azuis.
Vestidos curtos e saias trapézio, casacos em pele ou alfaiataria.
Decotes profundos, ou colarinhos subidos, cintos finos, lacinhos e fivelas, são elementos presentes em mais uma fantástica colecção, de day-wear, muito harmoniosa e consistente, com peças que podemos coordenar no dia-a-dia.
O toque especial de originalidade, nas plumas e nas malhas suaves, sob a rigidez do plástico transparente.

 

Nuno Baltazar, conta-nos histórias de viagens, de outros tempos e lugares.
Cada desfile, como se de um filme se tratasse..
“Paris/ Deco/ New York”, fala-nos de Audrey, uma jovem parisiense apaixonada pela arte Deco, numa viagem entre Paris e Nova Iorque.

Uma colecção elegante, mais jovem do que o habitual onde estiveram presentes vestidos a direito com motivos geométricos conjugados com trench coats ou casacos estruturados e chapéus.
Justos e largos, em estilo urbano. As linhas são minimalistas e depuradas.
Longos vestidos de noite, encerraram o desfile.

Texto: Inês Soares
Fotos: Rui Vasco
Foto Aforest-Design: Inês Soares

Leave a Comment