“Object Oriented” – Funcionalidade, quotidiano e tradição, numa colecção de must haves.
Jogo de neutros com cor e imagem.
Uma colecção de peças soltas, leves e confortaveis concebidas em malhas claras em tons cinza, branco, verde e azul.
Os famosos bonés com uma trança enrolada, e mochilas com capuz incorporado, numa mistura de funções bem característica da marca.

ENTREVISTA a Sara Lamúrias

RWM – Pode falar-nos um pouco sobre esta colecção?

SL – Esta é uma colecção na qual eu sinto muito orgulho porque tem muito a ver comigo. Todo o meu trabalho tem muito a ver comigo, mas esta teve um bom periodo de desenvolvimento e pesquisa.

A maior parte das peças foram feitas na Universidade da Beira Interior na Covilhã (onde dou aulas) e foram desenvolvidas lá com os alunos.
Outras, já vinham do projecto anterior, com raízes na cultura portuguesa e também em viagens.
É um projecto que me é muito querido e muito pessoal.

As linhas principais são a fusão, o reinventar, o recontextualizar peças de vestuário e utilitárias.

A colecção chama-se “Objected Oriented” porque cada peça teve um desenvolvimento especial e eu tenho um carinho especial por cada uma isoladamente, por isso a chamei dessa forma.
Não é tanto a colecção, são as peças.

RWM – Como funciona para si o processo criativo? É algo instantâneo, ou há uma procura pelo ‘próximo tema’?

SL – É uma mistura de tudo isso. Cada criador tem o seu processo. Eu não tenho um ponto de partida para uma colecção. Estou sempre a desenvolver e todas as coisas que me influenciam passam para o meu caderno, depois a pesquisa enriquece o processo.
As ideias vão-se desenvolvendo e ganhando consistência.

ModaLisboa/ Estoril 32

Texto: Inês Soares
Fotos: Rui Vasco/ Arquivo Moda Lisboa

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