A beleza é a única alternativa à decadência.
Que nos eleva e faz sonhar.
Metamorfose do real que nos inspira e resgata a uma existência sem cor.

Imagens em flash, disparadas ao inconsciente.
Viagem? Vôo? Alucinação?
Código genético, padrão psicológico, simbolismo étnico ou vertigem tecnológica.
Expressão alquímica.

Transversal à função primária, utilitária e imediata, soltam-se as asas à imaginação. Fica o design depurado, subjectivo, intemporal.
Ícones em queda livre.
Ideias recortadas, volumetria conceptual.
A matéria de que nos vestimos
(despidos de nós, tantas vezes…)

Para lá das feiras de vaidades e do shot de circunstância,
Surge um olhar alternativo. Irrompe pela multidão.
Rebeldia declarada aos clichés pré-fabricados,
À estética imediata.

Num jogo de espelhos, o reflexo da ilusão.
Que seja ilusão.
Que seja, um escape momentâneo.

A vida é uma passerelle inevitável.
Tudo se esquece…
…quando as luzes se acendem, entre organzas e chiffons.

(Por um instante, a felicidade depende de um reflexo…)

 

Texto: Jilly Fall, 2010
Imagem: Rita Hayworth in “GILDA”

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