Traineiras de Vila do Conde, as “Barcas Belas”…

Barcas Belas, traineiras de Vila do Conde.

Lindas e coloridas, tão cheias de historias, de muitos ventos e marés…

Não consigo resistir a estes barcos, às suas cores vibrantes e alegres, ao mistério encerrado nas madeiras, ao cheiro a cordas e madeira e água e sal…

Promessa de aventuras rumo ao mar imenso que se estende, ou símbolo silencioso da árdua luta quotidiana de tantas gerações de pescadores anónimos.

Encantam-me as viagens por cumprir, e o fascínio do horizonte desconhecido.

As pequenas embarcações de pesca assim denominadas devido ao recurso às “trainas” (redes) evoluíram dos antigos galeões e apesar de serem oriundas da Galiza e da Cantábria, podem tambem ser encontradas um pouco por todos os portos de pesca em Portugal.

 

Traineiras de Vila do Conde

 

BARCA BELA, Almeida Garrett

Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela…
Mas cautela,
Ó pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ó pescador!

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!

 

Traineiras de Vila do Conde

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Poema: Almeida Garrett
Texto e imagens: Inês Soares

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